Contato: ernestosaothiago@hotmail.com

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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

VÍDEO: Rio Ratones tem potencial no turismo náutico


A série "Pé na Ilha", da RIC, mostrou o enrorme potencial do Rio Ratones para o turismo náutico com viés ecológico.


Há muito insisto que as bacias hidrográficas da Grande Florianópolis estão tendo sua vocação turística desperdiçada.

Além de excursões interpretativas de caiaque e SUP com guias excepcionais como o querido Serginho Machado, da Adrenailha, que aparece na matéria, passeios igualmente lúdicos mas em embarcações tradicionais, conduzidas a remo ou a motor por pescadores da própria região, seriam outro grande produto turístico de baixa ou nenhuma pegada ambiental, porém de grande impacto socio-econômico.

Abriria espaço para complementar a renda das comunidades tradicionais ao mesmo tempo em que proporcionaria experiências autênticas de notável qualidade lúdica aos turistas, com contação de causos e transmissão de conhecimentos ancestrais sobre a região, sua fauna, sua flora e o modo de vida da comunidade.

sábado, 1 de agosto de 2015

Havaí quer consultoria para captar cruzeiros


A Autoridade de Turismo do Havaí (HTA), agência estatal de promoção do turismo, lançou solicitação de propostas (RFP) para consultoria para desenvolvimento do turismo de cruzeiros no arquipélago.

Manter e desenvolver o acesso ao Havaí é essencial para a sustentabilidade de sua economia e o turismo é uma prioridade para a HTA, diz informe ao mercado. 

Apesar de a indústria de cruzeiros ainda ser um mercado relativamente pequeno no Havaí, continua a ser muito importante e proporciona aos seus visitantes uma maneira alternativa de visitar e conhecer o destino.

O contratante selecionado irá ajudar a HTA a atingir e superar as metas com distribuição de cruzeiristas por todas as ilhas através da manutenção e desenvolvimento de novos negócios no receptivo de cruzeiros e crescente participação de mercado face destinos concorrentes.

De fato é estratégico manter e conseguir novas escalas de cruzeiros, pois as próprias cruise lines tratam de divulgar globalmente os destinos em seus roteiros. O próprio Havaí já se beneficia disto:


Confira as obrigações da futura contratada e o edital publicado pela HTA, que pode servir de modelo para Florianópolis, por exemplo, que nada faz pelo segmento desde que Vinícius Lummertz, atual presidente da Embratur, era o titular da Secretaria Municipal de Turismo - SETUR:



Acolhida na Colônia de Pescadores


Acolhida na Colônia é um projeto de agroturismo vencedor. Foi criado no Brasil em 1998. 

Segundo se apresenta, é uma associação de agricultores integrada à Rede Accueil Paysan (atuante na França desde 1987) que tem a proposta de valorizar o modo de vida no campo através do agroturismo ecológico. 

Seguindo essa proposta, agricultores familiares de Santa Catarina abriram a casa para o convívio do seu dia-a-dia. 

O objetivo é compartilhar com turistas o saber fazer, as histórias e cultura, as paisagens... 

O Acolhida na Colônia oferece hospedagens simples e aconchegantes com direito a conversas na beira do fogão a lenha, a tradicional fartura das mesas dos agricultores e passeios pelo campo. 

Cientes de responsabilidade para com a natureza, pratica e promove a agricultura orgânica como base do trabalho, garantindo com isso uma alimentação saudável para as famílias envolvidas e seus visitantes.

Penso que projeto semelhante poderia ser implantado junto às Colônias de Pescadores, proporcionando às famílias de pescadores nova alternativa de renda, partilhando com o turista seu modo de vida do mesmo modo que fazem as famílias de agricultores no Acolhida na Colônia, mas com atividades em parte diferentes, em sintonia com a rotina do pescador: hospedagem na propriedade do pescador, visita guiada ao rancho sendo explicada a utilidade de cada petrecho, noções de como se trama uma rede de pesca ou a cestaria, experiência real de uma pescaria de cerco, coleta do berbigão, manejo da maricultura, aula de tarrafeio, aula de olaria, curso rápido de receitas típicas a base de frutos do mar compartilhando a mesa depois, contação de estórias, oficina de Boi de Mamão, de Terno de Reis, de Renda de Bilro, partifipar de uma Farinhada... 

São muitas as possibilidades lúdicas proporcionando o que os turistas mais buscam hoje em dia: experiências autênticas!

Ademais disso, a criação de uma rede de hospedagem domiciliar têm sido uma alternativa de desenvolvimento e manutenção das comunidades locais de maneira sustentável, como aponta estudo de caso da UFMG sobre a hospedagem domiciliar em Jericoacoara, no Ceará.

Informa o estudo que localidades onde as atividades econômicas direcionam-se para diferentes setores (pesca de camarão, peixe, artesanato, agricultura, turismo, etc.), estão propícias a um desenvolvimento econômico equilibrado, pois nos períodos de baixa estação, as demais atividades econômicas atuam mantendo a estabilidade do padrão de vida local.

E propõe um conceito de hospedagem domiciliar: “Meio de Hospedagem que tenha como finalidade primeira, a própria moradia de seus respectivos donos e que pode se aproveitar de espaço disponível para hospedar turistas, visando uma fonte de renda alternativa. O atendimento familiar e personalizado, além da manutenção da maioria das características originais do equipamento e do convívio entre os moradores constitui o maior diferencial dos demais meios de hospedagem”.

O estudo observa, muito apropriadamente, que a criação de um programa de hospedagens domiciliares pode ainda ser um catalisador para que seus membros e a comunidade local se organizem em formas de associações, discutindo e questionando ações sobre o meio ambiente, as relações sociais e a preservação da cultura local, uma vez que estes consistem os próprios atrativos para os turistas, ou seja, experiências autênticas.

Ressalta que essa atividade tem contribuído para a permanência das populações locais; a conservação de seu patrimônio construído, de elevado significado em termos arquitetônico e histórico; a sobrevivência de saberes e fazeres tradicionais; a inserção em espaços mais vastos, física, econômica, social e culturalmente (clientelas cultas, instruídas, exigentes, atentas e respeitadoras das diferenças) além de contribuir para o desenvolvimento local.

Exatamente em linha com o que imagino possa acontecer com o imaginado projeto "Acolhida na Colônia de Pescadores", o estudo da UFMG enfatiza que em um programa de hospedagens domiciliares, além de os moradores receberem os turistas em suas próprias residências promovendo uma inclusão cultural de forma bastante original, podem oferecer aos turistas informações sobre a localidade, sendo os mais indicados para contar as histórias, os causos, mostrar as festas, os monumentos importantes, falar dos personagens ilustres, estando disponibilizados livremente como numa imensa e inesgotável biblioteca viva; além de fornecer suporte logístico.

Uma importante orientação constante no estudo: o  turista que busca diretamente por uma pousada domiciliar visa um contato maior com o ambiente e com a cultura local, sendo na maioria das vezes mais qualificado e interessado nas questões da vila. Dessa forma é importante que os proprietários das pousadas domiciliares estejam cientes dos problemas da vila, como por exemplo, a questão da destinação do lixo e conflitos na vila, entre outros. Especialistas na área frisam ainda a importância dos proprietários das pousadas domiciliares estarem ligados ou entretidos com alguma atividade especial, tal como o artesanato, participação em projetos sociais ou ambientais, festas, esportes, culinária, atividades relacionadas com a cultura e economia local, enfim, essas atividades exercidas pelos proprietários dessas pousadas se tornam em um condicionante a mais para atraírem os turistas.

Parte da conclusão do estudo de caso vai no sentdo de que a exploração das características originais, que tem por peculiaridade o estilo de vida local como ferramenta de atração, acarreta em um aumento na demanda por produtos genuinamente locais, agregando valor aos mesmos.

Vale dizer que, na hipótese do futuro "Acolhida na Colônia de Pescadores", quanto mais forem preservadas as tradições do pescador, maior atratividade turística e valor agregado terão.

Daí a importância, neste contexto, de se preservar e qualificar como produto turístico nativo de grande relevância cultural o rancho de pesca e os saberes e fazeres do pescador tradicional e, claro, da gastronomia local.

Exploração da gastronomia local, promovendo a utilização de produtos regionais, agregando um maior valor aos mesmos. Essa prática caminha ainda, rumo a sustentabilidade uma vez que uma rede de parcerias é formada, garantindo uma melhor distribuição de renda. Ex: Um pescador e agricultor local pode ampliar fornecimento de produtos aos proprietários das pousadas domiciliares.

Confira o estudo completo realizado pela UFMG:


Lagoa do Peri e Palmas poderão ter Bandeira Azul


Lagoa do Peri, em Florianópolis, e Praia de Palmas, em Governador Celso Ramos, ambas em Santa Catarina, poderão ter a Bandeira Azul na próxima temporada, pois foram aprovadas pelo Júri Nacional.


A Praia de Palmas (foto abaixo) entrou para o programa por iniciativa minha, como ex-integrante do Júri Nacional, articulando a ida de representante do Operador Nacional do Programa ao município de Governador Celso Ramos, ocasião em que acompanhei a primeira visita técnica.


A decisão será encaminhada ao Júri Internacional, que se reunirá em setembro na Dinamarca para avaliar os nove candidatos brasileiros juntamente com os demais candidatos do dos demais países do Hemisfério Sul. 

A reunião do Júri Nacional contou com a participação de representantes do Ministério do Turismo, Ministério do Meio Ambiente, Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, SOS Mata Atlântica e Instituto Ambientes em Rede.

O resultado final para a temporada 2015/2016 será divulgado nos primeiros dias de outubro. 

A temporada começará oficialmente a partir do dia 01 de novembro e as bandeiras devem ser hasteadas até, no máximo, dia 15 de dezembro.

As praias e marinas inscritas no programa comprometem-se com o cumprimento de critérios distribuídos em quatro categorias (educação ambiental, segurança e equipamentos, qualidade da água e gestão ambiental). 

Para ser certificada, a praia ou marina deve passar por três instâncias de avaliação, inicialmente pelo Operador Nacional do Programa (no Brasil é o Instituto Ambientes em Rede), em seguida pelo Júri Nacional e, finalmente, pelo Júri Internacional.

O Júri Internacional é composto pela Foundation for Environmental Education (FEE), World Conservation Union (IUCN), European Union for Coastal Conservation (EUCC), United Nations Environmental Program (UNEP), World Tourism Organization (WTO), World Health Organization (WHO), International Life Saving (ILS), International Council of Marine Industry (ICOMIA) e Reef Check Program.

Fonte: 

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Familiares e amigos são seus clientes?


Incrível! 

Nem sempre parentes e amigos têm conhecimento preciso de todas as nossas competências profissionais. Às vezes, nem nossos "propagandistas" (em tese) com maior potencial para engajamento: pais, irmãos, filhos. 

Por quê? Resposta: 

NÃO TEMOS O HÁBITO DE DIZER O QUE FAZEMOS

Quando foi a última vez que demos um cartão profissional para eles ou a nossos vizinhos?!

Comunique-se! Não se acanhe! Com elegância e senso de oportunidade, fale de suas potencialidades profissionais e terá resultados surpreendentes! 

O cliente ou parceiro ideal pode estar tão perto quanto num abraço fraternal...

E Você procurando tão longe!

Nesta linha, a pedidos, esclareço a meus familiares e amigos: 

ADVOGADO e CONSULTOR NÁUTICO, atuando em Relações Governamentais e Institucionais. Direito da Orla. Regularização de Imóveis e Estruturas de Apoio Náutico. Trapiches. Ranchos de Pesca. Terrenos de Marinha (Descaracterização, Aforamento, Cessão de Uso, TAU, Ocupação). Usucapião de Terrenos de Posse. Desembargo de Sítios Arqueológicos. Indenização de Imóveis Afetados por Unidades de Conservação e APPs. Projetos Náuticos. Licenças e Alvarás em Geral.

Também escrevo a coluna "A Voz do Mar", para o Jornal Ilha Capital.

Outras Áreas e CV confira aqui:


quarta-feira, 29 de julho de 2015

Terminal de cruzeiros resgatará cidade histórica da Jamaica


Registra a Wikipedia que Port Royal ou Port Royale como era chamada na época em que a cidade estava em domínio dos espanhóis, era o centro navegação e de comércio na Jamaica até ao sismo de 7 de junho de 1692 ter destruído a cidade quase completamente, fazendo dois terços da cidade afundar no mar caribenho. Desse modo, a cidade ficou a comando de Kingston.

Situada no extremo oeste do banco de areia de Palisadoes, Port Royal ganhou a reputação no século XVII de "cidade mais rica" e "cidade mais pervertida" do mundo. A cidade era notável por sua rica economia e falta de valores morais, além de ser um lugar convencional para os piratas trazerem e gastarem seus tesouros. Após o terremoto de 7 de Junho de 1692, muitos acreditaram que este havia sido um "Ato Divino" pela fama da cidade de pecadora. Durante o século XVII, o Reino Unido ativamente encorajava e até pagava bucaneiros situados em Port Royal para atacar navios franceses e espanhóis. Entre o período de conquista da Jamaica pelo Reino Unido e o terremoto de 1692, Port Royal foi a capital da Jamaica, sucedida por Cidade da Espanha e posteriormente por Kingston.


Em 7 de junho de 1692, um devastador sismo atingiu a cidade deslocando a areia sobre a qual a cidade havia sido construída. Uma tsunami em seguida pôs a cidade definitivamente sob as águas. Mesmo assim, alguns arqueólogos acharam alguns sítios intactos. O terremoto e a tsunami combinados mataram entre 1000 e 3000 pessoas, mais que a metade da população.

Houve tentativas de reconstrução da cidade, começando com o terço da cidade que não havia afundado, mas essas tentativas foram abaladas por diversos desastres. A primeira tentativa de reconstrução da cidade foi um desastre devido a um incêndio em 1704. As tentativas seguintes foram paradas devido a furacões e logo Kingston superou Port Royal em importância.


Um devastador terremoto em 14 de Janeiro de 1907 destruiu quase toda a cidade que fora reconstruída até então. Hoje a área é uma sombra de sua forma original com 2.000 habitantes com importância política e econômica quase nula. O lugar é visitado por turistas mas está atualmente em estado de abandono. O governo jamaicano decidiu recentemente investir na região devido à importância histórica e turística do lugar.

Coube à renomada firma de arquitetura Jerde, sediada em Los Angeles e com escritórios em Seoul, Hong Kong e Shangai elaborar a proposta de revitalização, que inclui um novo terminal de cruzeiros para a Jamaica, recuperação do patrimônio histórico, requalificação da orla como espaço gastronômico e de lazer, entre outros atrativos turísticos. 


Eis a justificativa do projeto;

A encantadora aldeia pesqueira de Port Royal é um dos mais antigos sítios históricos da Jamaica. A vila, que já foi usada por piratas como porto comercial, emergiu como uma das maiores cidades do Caribe. Mas no século XVII, um terremoto devastador afundou quase dois terços da área. Para restaurar o património histórico da cidade e torná-la uma vibrante atração turística internacional servida por terminal de cruzeiros, Jerde criou um masterplan  interpretativo fornecendo infra-estrutura adequada  e experiências estratégicas aos turistas de cruzeiros, destinadas a lhes estimular a exploração de toda a cidade. Desde o momento da chegada, o masterplan apresenta aos turistas o patrimônio histórico e a diversidade cultural e natural de Port Royal ancorado em duas áreas-chave. Old Port Royal, localizada no final do novo terminal de cruzeiros, se propõe a recriar um ethos do século XVII de vibrante e emocionante. O hub será o porto Chocolata Hole reconstruído, com destaque para o Fisher Row, uma aquavia gastronômica com bares temáticos e lojas. The King's Royal Naval Dockyard, concebido como um segundo centro de chegada, oferece uma experiência cultural a partir do British Empire's Admiral, um quartel revitalizado, e do Ship Building Museum, museu naval exibindo ferramentas e equipamentos de navegação. O desenvolvimento também se destina a impulsionar o turismo no Triângulo Histórico da Jamaica, que engloba Port Royal, a vizinha Kingston e Spanish Town.


Logo imaginei um projeto destes em São Francisco do Sul ou Laguna, cidades históricas catarinenses, ou mesmo em distritis históricos da capital, como o Largo da Alfândega, Ribeirão da Ilha e Santo Antônio de Lisboa.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Cruzeiros como estratégia territorial de ocupação


A Reuters informa que China e Vietnã estão utilizando cruzeiros marítimos em uma estratégia de ocupação territorial no Mar da China, rico em reservas de energia e por onde passam US$ 5 trilhões em comércio marítimo anualmente.

Tanto a China quanto o Vietnã criaram linhas de cruzeiro para arquipélagos na região, gerando ruídos diplomáticos.

Brunei, Malásia, Filipinas e Taiwan também reivindicam territórios no Mar da China e, para cimentar as suas reivindicações, têm incentivado uma presença crescente de civis nas ilhas em disputa.

Leia mais: 


VÍDEO: Pescadores sofrem com falta de trapiche


A Associação dos Pescadores Profissionais Artesanais e Amadores da Praia João Paulo e Saco Grande - APPAAJOP está cobrando agilidade na entrega do projeto de um trapiche público que servirá às atividades dos associados, antiga reivindicação comunitária. 

Merecem total apoio, mas seria interessante pensar no aproveitamento turístico da orla (bastante) degradada, solução conjunta adotada em Manguinhos (Búzios, RJ)!

Os pescadores locais têm que vencer (especialmente na maré baixa) longo trecho de lama, empurrando com enorme sacrifício as embarcações - usando os remos ou atolando até os joelhos -, entre os ranchos e as águas da Baía Norte, na ida e na volta.


Segundo lideranças, o projeto do trapiche havia sido prometido pelo prefeito para até o último domingo (26/07), mas que agora  mais um mês foi solicitado.

Além da importância desta estrutura pública municipal de apoio náutico aos pescadores artesanais, naturalmente terá aplicação multiuso, servindo ao futuro transporte aquaviário de passageiros, ao turismo náutico e à navegação de esporte e recreio.


É preciso estudo sério para definir qual a melhor solução para os pescadores do João Paulo: trapiche, dragagem ou combinação de ambos . Temos grandes especialistas na cidade e equipamentos de ponta. Na imagem, trapiche público municipal dos pescadores na praia de Paulas, colônia pesqueira em São Francisco do Sul (SC).

O engenheiro Pedro Springmann, por exemplo, que é consultor ambiental e diretor de meio ambiente do Iate Clube de Santa Catarina - ICSC, dá uma dica técnica:

Trapiches muito longos para vencer orlas assoreados não são uma solução legal pois forçam o deslocamento das pessoas e principalmente de cargas (caixas com peixe por exemplo) por longas distâncias. É desconfortável e pode incutir algum risco caso a estrutura não tenha as devidas proteções (NR12). Solução pra isso é associar trapiches com dragagem, trazendo calado para mais próximo da orla. Isso facilita muito a logística.

O engenheiro Braga Martins, da Bragaport, dez observação semelhante também.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Deficientes físicos multados ilegalmente em Florianópolis


Mesmo sendo garantido o estacionamento gratuto de veículos em uso por deficientes físicos - desde que devidamente identificados com a respectiva credencial - a legislação não está sendo observada em Florianópolis.

Segundo informa o próprio site da Prefeitura ao noticiar a isenção, diz o parágrafo 3º do artigo 1º da lei 8.076/2009, que isenta pessoas com deficiência de pagamento:

Art 1º (...)

Parágrafo 3º - Ficam isentos do pagamento nas áreas denominadas Zona Azul os carros oficiais quando estiverem a serviço e devidamente identificados e os veículos adaptados para deficientes físicos, em todos os casos, mediante placa ou autorização.

Mesmo assim cliente minha deficiente física, com a credencial sobre o painel, foi indevidamente multada. E - pior! -monitores  informam que a orientação "de cima" é notificar mesmo.

O que causa mais estranheza é a PM multar face indevida notificação deixada por monitor da Zona Azul, mesmo sabendo ilegal fazê-lo.

Minha cliente está recorrendo, mas é um desperdício de tempo, dinheiro e paciência que poderia ser evitado se o Município e o Estado, não obstante suas sanhas arrecadadoras (que inclui a indústria de multas), providenciassem para que seus próprios agentes observassem a lei e respeitassem o cidadão!

Alô Ministério Público, Câmara de Vereadores, Tribunal de Contas!

Primeira imagem da marina pública de Floripa


O Diario Catarinense divulgou a primeira imagem do desenho arquitetônico proposto para a marina pública municipal na orla da Av. Beira Mar Norte, em Florianópolis:

O prefeito de Florianópolis Cesar Souza Jr. apresentou o projeto de construção de uma marina na região da Beira-Mar Norte nesta segunda-feira. O anúncio foi feito na mesma reunião que tratou das medidas de contenção de gastos da prefeitura. 

A marina terá 600 vagas molhadas para embarcações pequenas, médias e grandes, sendo 60 vagas de uso público. Está prevista a construção de um parque de 200 mil metros quadrados, que deve trazer atividades relacionadas ao setor náutico, e um estacionamento com cerca de 50 mil metros quadrados. 

Leia mais:

Marina pública de Floripa: NOTA OFICIAL


Florianópolis terá a área de lazer da Beira-Mar Norte ampliada com a realização do projeto “Parque Urbano Beira-Mar”. O local será um espaço público aliado ao acesso marítimo da Ilha para outros pontos da região, abrigando ponto de embarque para o transporte náutico e interligação multimodal, com acesso a ônibus e bicicletas, fato inédito na cidade.

 

A preocupação com as melhorias em relação à mobilidade urbana do município é uma das principais vertentes da obra, que, aliada a outros estudos e projetos da Prefeitura, vai resolver parte da demanda. O projeto contará com atracadouros no futuro sistema aquaviário e proximidade ao anel viário destinado ao transporte público urbano da cidade.

 

Com uma localização próxima aos terminais de ônibus da cidade e aos principais hotéis da região central, o projeto busca impulsionar a atividade turística também no segmento marítimo, facilitando o acesso de visitantes aos atrativos estratégicos da Capital, como a Praça XV, o Mercado Público, o Largo da Alfândega e a empreendimentos e lojas do setor privado.

 

A ideia é de estabelecer uma parceria público–privada para a execução e concessão do Parque Urbano Beira-mar. Após a realização de um processo licitatório, a iniciativa privada executará os projetos, obras e receberá a concessão de operação da marina, correspondente a parte do projeto, além do estacionamento que haverá no local.

 

O parque abrigará 400 vagas para veículos e 400 vagas molhadas, sendo 60 destas destinadas ao uso público. Além de gerar 1.600 empregos diretos e 3.200 indiretos ao todo para cada uma das vagas molhadas, movimentando a economia e impulsionando novos negócios em Florianópolis.

 

Escolha do local

 

O ponto para a instalação do parque, próximo ao Corpo de Bombeiros da Beira-mar Norte, deve-se ao fato de que a região já é aterrada. Portanto, este ambiente artificial adiantado proporcionará um menor impacto ambiental no local, levando em consideração que é um espaço ideal para a prática das atividades náuticas.

 

A Beira-mar Norte, um dos principais pontos de encontro de lazer dos moradores e visitantes de Florianópolis, terá seu espaço atual ampliado com este projeto. Ele irá suportar e atender melhor o fluxo de pessoas que circula pela região atualmente, principalmente nos finais de semana. A nova área contará com um espaço destinado a feiras de arte e artesanato durante o final de semana, possibilitando uma alternativa de espaço a mais para convivência daqueles que visitam ou moram na cidade.

 

Além disso, a localização privilegiada possibilita aos visitantes e à população florianopolitana o melhor ângulo para registrar o pôr do sol com o cartão postal símbolo da cidade - a ponte Hercílio Luz.

 

O encaminhamento à Fatma para dar início aos pedidos de licenças ambientais da região será realizado até o fim desta semana. A previsão é de que a fundação dê o retorno do pedido, solicitando o Termo de Referência do projeto em até três semanas.


Fonte: 


http://www.pmf.sc.gov.br/mobile/index.php?pagina=notpagina&noti=14823

domingo, 26 de julho de 2015

Hotéis faturam mais com cruzeiros


Tanto para dinamizar o turismo nacional quanto para atrair mais turistas estrangeiros, um caminho seguro e consagrado internacionalmente para a Embratur é fomentar junto às operadoras nacionais e estrangeiras pacotes completos contemplando aéreo, hotelaria, cruzeiro e, claro, transfers, exatamente como se faz no exterior, há anos, e, no Brasi,l de forma ainda incipiente em Manaus (AM) e no Rio de Janeiro (RJ).


A medida estimularia, inclusive, o surgimento de hotelaria especializada no entorno dos portos base (homeports), destinos onde ocorrerm o início e fim dos cruzeiros (turnaround). 


São os chamados cruise hotels, bastante comuns no exterior e operados por grandes redes.


Nas cidades portuárias, os guias turísticos virtuais e impressos sempre exibem, patrocinados pela própria hotelaria local, os hotéis mais próximos aos terminais de cruzeiros, pois é intuitivo o interesse dos cruzeiristas nesta informação.


No entorno destes meios de hospedagem estrategicamente posicionados, toda a cadeia produtiva do turismo é dinamizada pelos passageiros dos navios hospedados em pré ou pós cruise. Os gastos dos turistas no turnaround dobram em relação às escalas de visitação, como indicam as pesquisas.


Neste contexto, é muito positivo que a ABIH-SC venha se posicionado em apoio ao desenvolvimento do mercado de cruzeiros no Brasil, especiamente porque, de fato, os dados demonstram que nossa hotelaria já vem se beneficiando com o chamado "stay and cruise" (hospedagem e cruzeiro), como atesta pesquisa da FGV:


Não resta dúvida de que à Embratur cabe o protagonismo na articulação destes players (aéreas, hotéis, armadoras) em parceria com as operadoras, com vistas a dinamizar os ganhos de toda a cadeia produtiva do turismo no Brasil com os cruzeiros marítimos.


Um único grande transatlântico pode equivaler a mais de vinte charters aéreos em número de turistas. 

A combinação destes mercados eleva exponencialmente os ganhos da hotelaria nos portos turísticos e de todos os demais serviços e comércio em geral que orbitam em torno do Turismo (transfers, taxis, passeios, gastronomia, artesanato, lojas, souvenires, conveniências), com enorme incremento da receita fiscal através da dinamização da economia local (e não do aumento de tributos - como se tem feito equivocadamente, por exemplo, em Florianópolis, SC).

Portanto, mãos à obra!